Pense rápido o que você faria se só te restasse um dia?
É bem difícil responder essa pergunta instantaneamente. A certeza de só ter mais um dia de vida deve ser uma das piores. Fico tentando imaginar o que eu pensaria se escutasse essa sentença.
Pensar que 24 horas podem representar toda a vida que você tinha idealizado deve ser frustrante. Essa seria a sua pequena amostra de futuro. Talvez, fosse me desesperar, ou mandar para o espaço qualquer restrição do superego. Acredito que tentaria fazer tudo que não fiz até aquele momento, mas, poderia também, me conformar e resolver passar os últimos momentos com os que realmente gosto.
Imagina, em um misero dia qualquer sinal da sua existência some. Como se nunca estivesse aqui. A quantidade de gente interessante que deixaria de conhecer, os porres que deixaria de ter, os amores que não poderia chorar... Um horror.
Esses dias conversei com um amigo e ficamos horas discutindo a esse respeito.Criamos duas histórias. Em uma a pessoa teria – com certeza – só mais um mês. Na outra, existira a possibilidade de morrer em uma semana. Chegamos à conclusão que se tivéssemos nessa posição a melhor opção seria a segunda. A razão é simples: entre possibilidade e certeza, é melhor se agarrar na possibilidade.
De lá para cá essa questão ficou na minha cabeça. Aos poucos entendi uma coisa sobre mim: das certezas – poucas – que tenho, uma é indiscutível, prefiro as incertezas.