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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Banalogias Atropeladas

Não precisa ser muito esperto para perceber que eu falo desmedidamente, com alegorias próprias de gestual e tudo o mais. E, mesmo não tendo sempre muita paciência para desfiar o meu rosário, além de gostar de escrever em pílulas, eu sou predominantemente tagarela.

Deve ser por isso que eu não vejo graça nenhuma no Twitter. Pode ser que eu precise dele um dia, mas eu tenho quase certeza de que não vou conseguir me expressar em 140 caracteres.

*

Eu estou gostando taaanto do Maradona em baixa...vingança é um prato que se come frio, e para isso que existem sobremesas geladas e deliciosas.

Em boa hora para levantar a nossa moral no pré-Copa.

*

Li nesses dias uma pesquisa sobre blogs (e cometi a burrice de não salvá-la em lugar algum): ela falava da curtíssima duração de boa parte deles (6 meses já é longevidade).

Mas o que eu acho mesmo é que deveria haver uma pesquisa sobre conteúdo: alguém se esqueceu de desligar a torneirinha de asneiras da Emília! Gente sem originalidade, que escreve pelo puro e simples prazer de encher a boca para dizer que também tem o seu espaço.

Encontrar um bom blog tem sido boa surpresa.

*

"Como é o lugar
quando ninguém passa por ele?
Existem as coisas
sem ser vistas?
(...)
Estrela não pensada,
palavra rascunhada no papel
que nunca ninguém leu?
Existe, existe o mundo
apenas pelo olhar
que o cria e lhe confere
espacialidade?"

(A Suposta Existência, Carlos Drummond de Andrade; trecho)

sábado, 9 de agosto de 2008

Feminilidades

Estava eu voltando do mercado, carregada de sacolas, com dor nos pés de tanto andar, louca por um banho.

Quando entrei no elevador, já comecei a procurar pela chave dentro da bolsa, e nada. O cansaço era tal que acendi a luz do corredor, sentei no chão e virei a bolsa ao contrário para que ela caísse. Não caiu.

Alguns segundos de desespero depois, notei que o forro da bolsa estava furado, e a bendita tinha se perdido ali. Abri a porta, e gargalhei sozinha quando vi a quantidade de coisas que eu havia espalhado pelo chão:

óculos de grau
óculos de sol
2 telefones celulares (um com DDD de Valença, outro de JF)
terço
3 cores de batom
rímel
talão de cheques
base para unhas fracas (!?)
passagem de ônibus (obsoleta que só ela)
barra de cereal
lixa de unhas
Trident
MP3 player
carteira
porta-níqueis
2 canetas
3 elásticos de cabelo
remédios para enxaqueca
anti-alérigicos
pastilhas para azia
1 grampo (!)
agenda
flyer de chopada
chaves de casa (finalmente!)

A música diz que mulher é bicho esquisito. Mas o que dizer da bolsa dela?
:P