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quarta-feira, 8 de julho de 2009

Banalogias de Recém-Férias

Fico imaginando a família do Sarney. Aquela criancinha começando a andar, e as tias dando uns palpites clássicos.
“Ah, esse menino tem todo o jeito de assessor parlamentar...”
“Que isso, Maricotinha! Olha a carinha dele de chefe de campanha!”


*

Assisti “Che” com um medinho de ser um filme panfletário. Mas, felizmente, eu estava redondamente enganada: o filme é forte, realista e mostra um Ernesto Guevara bem diferente do revolucionário da camiseta. Esperando agora pela 2ª parte, que deve estrear em agosto.

*

No dia em que o Michael Jackson morreu, eu, inevitavelmente, fiquei com “Billie Jean” na cabeça. No dia seguinte, foi “Thriller”. No outro, “Can’t stop ‘till...”, e por aí vai.
O cara pode ter sido o Rei do Pop, um gênio incompreendido e o escambau. Mas hoje eu ouvi Franz Ferdinand e Strokes o dia todo para ver se eu desintoxicava. Não deu. Assistindo ao Jornal e ao caixão dourado na TV, eu me lembrei de alguma coisa que podia ser pior que os gritinhos dele.
Iarnou!

*

Na onda das comemorações do Ano da França no Brasil, assisti o espetáculo “Le Rendez-vous du Sam’di Soir”. Três filmes mudos, acompanhados pelo trio Double Cadence, no clima do cinema de antigamente. Fui um pouco descrente (eu ando com essa mania horrível), mas saí do teatro flutuando com aquela musiquinha de orquestra e as imagens de quem ainda não sabia muito bem o que fazer com a câmera ou esperar do futuro, mas que fez bem. Muito melhor do que imaginava.

*

O Banalogias fez um aninho dia 01! Ah, coisa fofa!

terça-feira, 22 de julho de 2008

Delírios Cinematográficos da Madrugada

Dia desses, alta madrugada, eu e Maria no MSN:

Maria Clara diz:
Ainda vou dizer “nós sempre teremos Paris”,no Marrocos, em Casablanca...

Stela diz:
Ah, “Um Lugar Chamado Notting Hill” já me faz feliz...
ou aquela cena final do “Before Sunset”, que a mulher fala “Somebody’ll gonna miss a plane” ou coisa do tipo.


Maria Clara diz:
Pra mim nada ganha do “We’ll always have Paris”...ou então
“Toque,Sam,pelos velhos tempos”
“Não me lembro,senhora”
“Eu cantarolo para você.Cante,Sam...”


Stela diz:
Se fosse eu,ia mandar o Sam para a pqp...
“p$%¨&*,Sam, você não lembra nada...toca Raul então!”


Maria Clara diz:
Eu também...mas por isso que ela é Ingrid Bergman
Mas o meu sonho é fazer isso:ir a um piano bar,sentar perto do tocador lá e falar “Toque,Sam,pelos velhos tempos”.


Stela diz:
Aí o cara não vai entender nada porque o nome dele nem é Sam.

Maria Clara diz:
É sério...com uma taça de Martini na mão.

Stela diz:
Aí o cara vai dizer: “Não,moça,a senhora ta me confundindo, e é melhor não cantar...a senhora não tá legal...”

Maria Clara diz:
Ainda faço isso mesmo que o pianista chame Josué...
ele vai virar Sam por um dia.

Stela diz:
Cante, Josué, pelos velhos tempos!ahahahahaha

Maria Clara diz:
Que Josué...
ele é o Sam,problema da mãe dele que pôs o nome errado.

Stela diz:
Eu não consigo parar de pensar...
Você no pesqueiro do Vitinho,Josué é o tecladista...
Você chega com um caneco de vinho na mão,debruça no teclado e diz
“Canta aquela,Josué”
“Qual,Maria?”
“Ah,você não sabe de nada...toca Raul,Josué!”
E os dois cantando “Eu nasci há dez mil anos atrás”.


Maria Clara diz:
Ai,você não vai matar o meu sonho,vai?

terça-feira, 8 de julho de 2008

Será que teremos Paris?

Quem nunca quis ser uma personagem de um filme? Ou pelo menos dizer parte de um diálogo? Podem me chamar de démodé, mas morro de vontade de dizer e ser algumas daquelas frases e personagens.

Já tive vontade de ser uma “Bonequinha de Luxo”, já quis encontrar um homem “Cantando na Chuva” como o Gene Kelly, ser irresistível como a “Gilda” ou exuberante, como a vizinha que não deixa dúvida que “O Pecado Mora ao Lado”. De todos esses não tenho certeza de qual tive mais vontade de ser.

De tudo, sei, porém, que a fala que espero ansiosamente para um dia dizer é: “Nós sempre teremos Paris” – na verdade prefiro em inglês “We’ll always have Paris” de Casablanca. Sou apaixona por essa frase, na verdade por todo o filme. Gostaria muito de ser embalada por “Times Goes By” interpretada por Frank Sinatra.

A arte encanta. Já perdi a conta da quantidade de vezes que terminei de ver uma cena com um sorriso estampado no rosto. A dramaturgia nos dá uma espécie de esperança. Passamos a acreditar – momentaneamente – que nada é impossível.

Em o “Casamento do Meu Melhor Amigo”, torço toda vez, quando o barco passa em baixo da ponte – com o fundo “The Way You Look Tonight” – para a Julianne (Julia Roberts) tasca um beijão no Michael (Dermot Mulroney) – mesmo sabendo que não vai acontecer.

Ainda espero viver uma cena de cinema – mesmo achando pouquíssimo provável. Nem que tenha que forçar um pouco a barra, do estilo:
- Nossa a lagoa está bonita hoje!
- Nós sempre teremos Paris!
Sabe, um troço completamente esquizofrênico, só para dizer a tal frase. Enquanto isso não acontece, fico esperando, e, talvez, criando minha própria frase de cinema.