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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Cibernéticos Anônimos

Que o ser humano é um bicho bobo e dependente, todo mundo sabe. Eu me lembro perfeitamente de quando aqueles bichinhos virtuais estavam na moda e foram proibidos no colégio. Meus pais tomavam conta do meu durante as aulas...isso foi super útil enquanto meu pai não se viciou em alimentar e ligar o ar condicionado do pobre.
O famigerado orkut e o apelo da vida alheia, fazendinhas no Facebook (conheço umas pessoas que varam madrugadas trocando vacas rosas e o escambau), o alarme de mensagem de texto que faz muita gente pular: a grande verdade é que a segunda vida que criamos na esfera virtual reflete a nossa "criança interior", ou algo do gênero. Afinal, isso tudo era para ser uma brincadeira.
Eu só não esperava me sentir como uma mãe desnaturada por escrever pouco...muito menos como uma viúva, diante do orkuticídio do meu namorado!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Quem tem medo....?

Eu não tenho orkut, mas Dom Marocas têm – já que o Xexéo tem a dona Candoca eu também posso. Essa madrugada – que se aproxima da manhã – fiquei sabendo das novas modas.

Tenho medo dessa “página de relacionamentos”, ela vai dominar o mundo. È cada coisa esquisita. Por exemplo, estive sabendo do perfil de um e outro, e posso dizer: quanta cafonice! Cara sabe foto que é para ser engraçada, mas só causa estranheza!? Putz tem aos montes. E os pseudos então, caramba! Duvido que aquela gente toda acorde tão penteada! Fiquei pensando, será que só eu acordo a la Vanessa da Mata? Não pode ser.

Não vou falar das bizarrices senão vou perder tempo demais – se bem que era uma boa, já que estou me dando o desplante de escrever sobre isso. O que vem me apavorando é como o Google quase te obriga a fazer parte desta “rede de amigos”.

Como todos talvez saibam, o blogger é do Google – ou está ligado a – e quando você abre uma conta você pode utilizá-la para todos os serviços. Com isso eles se vêem no direito de “oferecer” – quase obrigando – a participar da mal fadada “rede de relacionamentos”. É sinceramente cômico – ou irritante dependendo da ótica que enxergue. Já perdi a conta de quantas vezes já me foi oferecido o serviço. Eu fico feito uma idiota – irritada – negando. Agora pergunta irritante do texto: “Seu eu quisesse ter um ‘profile’ já não teria feito?”. Mas essa não é – nem de longe, repito, nem de longe – a coisa mais chata de não ter orkut.

Tem sempre um bando de gente te perguntando, se você tem – não condeno quem tem, mas eu não gosto – quando você responde que não, meu Deus, parece que é o ser mais retrogrado da face da terra. Às vezes emendam com a frase “Maria você tem que fazer orkut”. A minha resposta é sempre educada do tipo é, mas não gosto, sempre tento levar para o lado cômico – fazendo alguns dos meus trejeitos clássicos – mas a vontade é responder que tenho que fazer porra nenhuma! Agora onde já se viu? Tenho, é ruim hein?!Quando escuto isso de quem não me conhece nem ligo – mentira me irrita um pouquinho – mas quando vem de amigo, aí penso de cara que estão de sacanagem.

Acho bacanérrimo quem consegue usar essa ferramenta numa boa, mas conheço poucas pessoas que não se aborrecem – na verdade agora nem sei mais, já pode bloquear até pensamento. Esse negócio de bloquear também sou contra. Fala sério, o indivíduo já está exposto até o último fio, de repente vem com discurso de “não quero que invadam a minha privacidade!” – que privacidade? Sei não, acho essa história meio esquisita.

Com certeza alguém deve estar pensando “ué, mas ela não tem blog?”. Resposta: Sim, mas eu acredito que aqui a temática é outra. Eu não estou mostrando a foto da noitada – nada contra a quem faça – mas sim o problema da noitada, que virou texto, entendeu? Existe uma sutil diferença – que talvez, eu inventei só para continuar não tendo. Sei lá! Eu tenho medo do Orkut!