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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Cibernéticos Anônimos

Que o ser humano é um bicho bobo e dependente, todo mundo sabe. Eu me lembro perfeitamente de quando aqueles bichinhos virtuais estavam na moda e foram proibidos no colégio. Meus pais tomavam conta do meu durante as aulas...isso foi super útil enquanto meu pai não se viciou em alimentar e ligar o ar condicionado do pobre.
O famigerado orkut e o apelo da vida alheia, fazendinhas no Facebook (conheço umas pessoas que varam madrugadas trocando vacas rosas e o escambau), o alarme de mensagem de texto que faz muita gente pular: a grande verdade é que a segunda vida que criamos na esfera virtual reflete a nossa "criança interior", ou algo do gênero. Afinal, isso tudo era para ser uma brincadeira.
Eu só não esperava me sentir como uma mãe desnaturada por escrever pouco...muito menos como uma viúva, diante do orkuticídio do meu namorado!

terça-feira, 1 de julho de 2008

O Ato de Precisar

Toda pessoa quer ser inesquecível. É verdade. Às vezes nos enchemos de vaidade –que em doses certas são importantes – e passamos a acreditar que somos vitais as outras.
Em um dado momento alguns caem na “real” e percebem que o mundo continua a girar com ou sem suas presenças. Porém existem coisas que ninguém gostaria que fossem esquecidas.

Um bom exemplo são os relacionamentos. Por mais que tenha sido bom, quando acaba cada um vai para o seu lado e pasmem, vivem com isso. É verdadeiramente engraçado – ou trágico – pensar nisso. Pessoas que juraram amor eterno podem se desprender daquele amor.

Nunca fui muito boa para entender relacionamentos – pra ser mais sincera sempre fui terrível nesse quesito – mas o que me choca, é como funciona o processo “do nós” voltar a ser “eu”. Honestamente tive refletindo muito sobre isso e como sempre, não cheguei a nenhuma conclusão só a hipóteses.

Hipótese 1: Para se conformar com o fato de que as pessoas vivem sem você é necessário ser pouco egocêntrico. Afinal é preciso entender que como diz a musica “as coisas não precisam de você” para existirem. Por mais que seja bastante difícil se conformar com a idéia ela é real.

Hipótese 2: Na verdade acho que não tem hipótese 2.

Por mais estranho que seja aprendemos a viver sem as pessoas, até mesmo aquelas que fizeram parte de nossa história. Você passa a trazê-las como lembranças, que deram certo ou errado, isso nunca se sabe.

Juras de amor, de amizade ou sei lá o que for, ficam nos lugares onde foram feitas e na memória. O que foi dito em julho do ano anterior não pode se aplicar a janeiro do outro ano. Tudo isso ficou ali, no passado, com as mesmas pessoas, só que em momentos diferentes, o que faz delas pessoas diferentes.

Infelizmente ou felizmente “as coisas não precisam de você. Quem disse que eu tinha que precisar”.