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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Beautiful Day(s)

A última semana foi marcada por uma seqüência de bons dias. Retornei – depois de uma longa temporada – a Valença. Reencontrei amigos, disse algumas boas verdades e por ai vai. Mas, nem tudo são flores. Bons momentos também nos levam a boas reflexões, e nesse ponto as coisas – às vezes – mudam de figura.

Meu fim de semana da alegria começou na quinta. Depois de ir a uma festa – a convite de um amigo – parti para Lapa. Me acabei, ri, sambei,cantei enfim lavei a alma. Cheguei em casa às 4:30 da manhã! Perfeito se não fosse um pequeno detalhe: tinha aula às 7:30 do mesmo dia. Superado isso, fui para Valença, onde tinha minhas dúvidas sobre o que me aguardava lá.

Garanto que a paisagem era bem melhor do que eu tinha imaginado. Encontrei uns amigos que há muito eu não via, e, fui botar o papo em dia – talvez em dia até demais. No meio da noite o primeiro sobressalto. Tentei me manter calma, mas garanto que não tive grande sucesso.

Depois de alguns “aditivos” resolvi – mesmo – qualquer assunto de meias palavras. Fiz com tanto sucesso que perdi a voz. Porém, o fim de semana ainda estava longe de acabar.

Na tarde seguinte, tive um dos melhores encontros da minha vida. Era somente mais um daqueles dias normais, que não prometiam nada. Totalmente despretensioso. Até que comecei a me movimentar e fui encontrar com companheiros de longa data – e põe longa data nisso. Muito bem, começamos em um impasse: Para onde vamos?

Corremos de um lado para outro, até que achamos o “bar” apropriado (?) para situação. Rimos horrores, lembramos de casos do passado – principalmente das 711 e 2011 – contamos as novidades e nos reencontramos no sentido mais visceral da palavra. Foi maravilhoso.

Naquele sábado me lembrei perfeitamente de quem eu era e sou. Depois de um período “esquisito”, essa reunião foi essencial. Precisava daquelas pessoas mais do que eu imaginava. Eles sabem quem eu sou e como sou. Conhecem a minha “trajetória”, palavra forte, mas que tem seu apelo.

Já que esses caras eternizaram uma das minhas tardes, e fizeram o que eu chamo de encontro despretensiosamente perfeito, vou dar nome aos bois. Meu querido Rodrigo – amigo que a vida insiste em nos juntar. Anelise – sempre longe - perto. Monique – a distância mais presente do planeta. Mario – amigo de sempre. Eles são para sempre, mesmo que o mundo me leve a lugares insólitos e diferentes.

P.S.:Não preciso dizer que deixei o blog em total abandono né?! Enfim, tava em época de prova. Também estava numa temporada meio chatinha... Coisas da vida...
Vou tentar voltar a postar com alguma freqüência!Bjks

terça-feira, 15 de julho de 2008

Os mesmos outros

Há muito tempo tive um grande amigo – daqueles que acompanham sua vida de perto. Compartilhávamos as melhores e as piores coisas que aconteciam. Éramos “unha e carne”.

A vida correu e ele começou a namorar e – naturalmente – nos afastamos. A namorada tinha ciúmes –infundados – de mim, me achava muito presente na vida dele. No mesmo ano eu me mudei para o Rio – e isso contribui mais um pouco para o distanciamento.

Tentamos parecer que continuávamos tendo – ao menos – algo que nos unisse. Depois de inúmeras tentativas de mantermos contato, em algum ponto da estrada – que sinceramente não sei qual foi – o trem descarrilou.

Tive a oportunidade de encontrá-lo – uma serie de vezes – já sem a tal namorada. Tentei fingir que éramos os mesmos e que nada havia mudado – além do tempo obviamente – mas de fato nada era como antes. Ele já não ia a minha casa só para ler jornal, não confidenciávamos coisas um para o outro, não tínhamos mais amigos em comum, enfim éramos outros tentando ser os mesmos.

Infelizmente, em alguns casos, perdemos a – inevitável – luta contra o tempo. Esse, talvez, tenha sido o grande vilão da nossa amizade.

Na última ocasião que nos vimos, constatei, de fato, que ele já não estava no presente, mas no passado. Já não falamos a mesma língua, e nem – ao menos – nos reconhecemos. Somos estranhos no hoje e similares no ontem.

Acredito que ele provavelmente não chegue a ler esse texto – e talvez se o fizesse acharia ridículo, talvez. Preciso somente dizer que não tem revolta ou mágoa. Nossa amizade foi bacana enquanto existiu.

Ainda sinto carinho por ele. Espero que a vida o leve aos lugares que ele almeja. Não sei se será colorida ou em preto e branco, mas que seja da maneira esperada.

Ontem foi o seu aniversário. Espero que tenha felicidades e alegrias. Gosto muito do que fomos, por isso, ainda lhe desejo “feliz aniversário”.

Com amor,
Maria


“Mas não tem revolta, não, eu só quero que você se encontre.
Ter saudade até que é bom, é melhor que caminhar vazio.
A esperança é um dom que eu tenho em mim, eu tenho, sim.
Não tem desespero, não, você me ensinou milhões de coisas.”.

Peninha.