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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Fora da nova ordem mundial ou será a nova ordem?

O mundo anda mudado. Com perdão do trocadilho infame, a super crise econômica americana tem me feito pensar muito. Nunca achei que iria assistir o grande império passar por uma derrocada dessa magnitude. Acho que sempre foi bastante impensado para todos nós – que vivemos nos anos 90.

Não vi a queda do muro de Berlim – nasci em 87, era muito pequena na época. No mundo em que vivi só existia uma potência, os EUA. Tudo que consumi até uns 12 ou 13 era absolutamente americano. Os seriados, a moda, os brinquedos. Houve uma época em que fashion era usar camisetas de bandeira e adivinha qual? A americana obviamente.

Desde os atentados de 11 de setembro, as coisas começaram a mudar. Ficou claro nesse episódio que a CIA era menos poderosa do que – me arrisco a dizer – o mundo pensava. Acreditávamos que eles eram capazes de descobrir – e abortar – qualquer plano que pudesse desestabilizar a ordem e o funcionamento dos EUA. Até que uns camaradas vindos do terceiro mundo mostraram que nem tudo é tão perfeito quanto parece.

De 2001 para cá, é possível perceber que o Tio Sam perdeu o controle do quintal. Hoje a resistência ideológica que temos a eles é bastante expressiva. A idéia de ter um American Way of Life não anima tanto quanto antigamente. E cá entre nós, as desculpas que eles nos dão hoje, não nos fazem vê-los com melhores olhos para cometerem os erros e violações que cometem.

A guerra do Iraque foi uma das piores desculpas já vistas. As tais armas não apareceram até hoje, e, não vão aparecer. O que apareceu – e não pegou muito bem – foi a besteira que fizeram por lá. Hoje eles têm uma tremenda batata quente na mão, e, para piorar, nenhuma desculpa na manga – para engabelar o mundo. Quem paga são os soldados que continuam a morrer.

Até então, de uma forma ou de outra – e numa análise para lá de superficial – só quem se dava mal era o americano médio – que assistia seu filho ir para guerra – e os iraquianos. Agora, tudo mudou de figura. Com essa crise, que vai se tornar recessão- ou talvez já tenha se tornado – os bolsos e bolsas mundiais estão sentindo o impacto. A indústria automobilística americana já anunciou, ou constatou o tamanho do problema. Agora, até os jornais estão enrolados. O New York Times que o diga, vai hipotecar a sede.

Enquanto isso Seu Obama está com a difícil missão de nomear os futuros nomes do governo sem trair a base de apoio – vocês achavam que era só no Brasil? Erraram feio.

Os problemas de lá nunca foram tão palpáveis quanto são agora – na minha opinião. Cogita-se a idéia de fazer um pacotão – que tem tentado salvar a economia – comparado ao New Deal! Os tempos estão mudando...

Não faço idéia de como eles/mundo vão sair dessa. Uma amiga minha vem me dizendo que iremos ver o cowboy se dobrar ao chinês. Exageros aparte, acho que não chega a tanto, mas de fato, alguma coisa está fora da nova ordem mundial, isso com certeza está.
p.s.: Esse texto não tem nenhuma intenção de ser econômico,político,redondo e etc. Foi escrito por uma crítica do sistema "estabelecido" - até hoje.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Ainda comem criancinhas?

OK, esse é mais um dos textos que resisti muito para fazer. Até esse momento tentei escapar de política – e ideologia – assim como o diabo foge da cruz, mas não deu – isso me persegue.

Sim, sou uma cidadã que gosta conversar e debater assuntos relacionados a esses temas – apesar de ter andado sem paciência. Por isso resolvi escrever baseada em muitas coisas que li – nas últimas semanas – em blogs, colunas e revistas. Preciso dizer que alguns desses pontos me parecem para lá de démodé, mas “c’est la vie”.

O mundo me surpreende. A começar pelos discursos batidos que as pessoas têm a mania de repetir achando que estão falando uma grande novidade. Ontem passei pela coluna do Zeca Camargo no G1. O espaço tem a intenção de discutir e tratar de assuntos relacionados à arte e cultura, e faz isso bem. Gosto das opiniões e dos textos, apesar de não concordar com todos. Voltando ao assunto, a última polêmica foi o post sobre o filme do Che.

Na minha opinião, o texto não tem nada de político ou tendencioso como alguns acusaram. O que está escrito ali é sobre o filme, e as qualidades do mesmo e nada mais. Mas como falar de Che é sinônimo de causar discussão, nesse caso não foi diferente. Vários comentários dizendo que era um absurdo o jornalista descrever o “monstro” como herói. Para variar um pouco, começaram a enxurrada de argumentos previsíveis que estamos cansados de conhecer.

Tudo bem, o Ernesto Guevara de la Serna não era perfeito, matou pessoas e por ai vai. Mas espera, o cara não estava em uma guerrilha? Então quem está contra você é seu inimigo né? Ah... e se estamos lutando um contra o outro – com armas – a lógica é de matar ou morrer não é mesmo? Só para constar.

Outra coisa, não vale comparar o Guevara com o Hitler, por alguns motivos. Primeiro no caso do Hitler os “inimigos” diretos – judeus, ciganos etc – estavam em desvantagem óbvia. Não estavam militarizados, eram cidadãos comuns que seguiam as leis – até as “censuras” absurdas estabelecidas pelo chanceler – e outra, não estavam oprimindo e nem exigindo a subserviência de ninguém, muito menos do governo. O que não era o caso de Cuba, que passava pelos desmandos da ditadura do Fulgêncio Baptista.

O que me surpreende um bocado é essa obsessão e o medo que as pessoas ainda tem do “comunismo”. Acho que tem gente que ainda acredita que os comunistas comem criancinhas – nem a minha avó acreditaria nisso hoje. Sinceramente estamos vivendo outro período.

Período este em que o novo presidente americano é negro, democrata e jovem, e, já disse que acredita ser o momento de restabelecer as relações diplomáticas entre o país e a ilha – Cuba. Esse mesmo homem recebeu elogios de Fidel e Chávez – o que era até então impensado.

Acho que não é mais o momento de escolher e inventar os “inimigos” do mundo. Estamos passando por uma fase de mudanças. Espero que sejam benéficas.

P.S.: A Intenção do texto não é desrespeitar a opinião alheia, e sim esclarecer alguns equívocos correntes.

P.S.2: Escrevi o texto escutando “Soy loco por ti América” com Caetano.

P.S.3: A eleição americana é papo para outro texto.




quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Beautiful Day(s)

A última semana foi marcada por uma seqüência de bons dias. Retornei – depois de uma longa temporada – a Valença. Reencontrei amigos, disse algumas boas verdades e por ai vai. Mas, nem tudo são flores. Bons momentos também nos levam a boas reflexões, e nesse ponto as coisas – às vezes – mudam de figura.

Meu fim de semana da alegria começou na quinta. Depois de ir a uma festa – a convite de um amigo – parti para Lapa. Me acabei, ri, sambei,cantei enfim lavei a alma. Cheguei em casa às 4:30 da manhã! Perfeito se não fosse um pequeno detalhe: tinha aula às 7:30 do mesmo dia. Superado isso, fui para Valença, onde tinha minhas dúvidas sobre o que me aguardava lá.

Garanto que a paisagem era bem melhor do que eu tinha imaginado. Encontrei uns amigos que há muito eu não via, e, fui botar o papo em dia – talvez em dia até demais. No meio da noite o primeiro sobressalto. Tentei me manter calma, mas garanto que não tive grande sucesso.

Depois de alguns “aditivos” resolvi – mesmo – qualquer assunto de meias palavras. Fiz com tanto sucesso que perdi a voz. Porém, o fim de semana ainda estava longe de acabar.

Na tarde seguinte, tive um dos melhores encontros da minha vida. Era somente mais um daqueles dias normais, que não prometiam nada. Totalmente despretensioso. Até que comecei a me movimentar e fui encontrar com companheiros de longa data – e põe longa data nisso. Muito bem, começamos em um impasse: Para onde vamos?

Corremos de um lado para outro, até que achamos o “bar” apropriado (?) para situação. Rimos horrores, lembramos de casos do passado – principalmente das 711 e 2011 – contamos as novidades e nos reencontramos no sentido mais visceral da palavra. Foi maravilhoso.

Naquele sábado me lembrei perfeitamente de quem eu era e sou. Depois de um período “esquisito”, essa reunião foi essencial. Precisava daquelas pessoas mais do que eu imaginava. Eles sabem quem eu sou e como sou. Conhecem a minha “trajetória”, palavra forte, mas que tem seu apelo.

Já que esses caras eternizaram uma das minhas tardes, e fizeram o que eu chamo de encontro despretensiosamente perfeito, vou dar nome aos bois. Meu querido Rodrigo – amigo que a vida insiste em nos juntar. Anelise – sempre longe - perto. Monique – a distância mais presente do planeta. Mario – amigo de sempre. Eles são para sempre, mesmo que o mundo me leve a lugares insólitos e diferentes.

P.S.:Não preciso dizer que deixei o blog em total abandono né?! Enfim, tava em época de prova. Também estava numa temporada meio chatinha... Coisas da vida...
Vou tentar voltar a postar com alguma freqüência!Bjks