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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Será a pré viagem?


Depois de muito tempo sem dar as caras por aqui, sinal de vida – ou ao menos de fumaça – retorno em pleno domingo de carnaval – estranho, mas real. Talvez não seja mais a mesma, vai saber?

O ano começou agitado, desde os planos – que agora se tornaram reais- as maluquices,as boas – e más – surpresas que a vida nos guarda a cada esquina.

Daqui a exatamente 1 semana e 6 dias, estarei distante de boa parte das minhas referências, e principalmente do lugar que aprendi a chamar de “minha terra, meu país”.
Hoje – esse bonito domingo ensolarado, vale lembrar – os sentimentos a respeito desse “pequeno passo para o mundo, mas grande passo para mim” são diversos. Medo, expectativa e ansiedade, são os que percebo com mais clareza – por questões obvias, acredito eu.

Essa com certeza é a mudança mais emblemática! Estarei eu pronta para entender, que como diz Gil, “quem sabe de mim sou eu”? Espero que sim! E, a minha mala – que por um motivo para lá de misterioso – ainda não consegui arrumar. Toda vez que coloco uma mera blusinha, já sinto um nó na garganta, resolvo abortar a tarefa, contrariando o meu lema “missão dada, missão cumprida”.

O fato é que não tem mais jeito! Isso já é fato consumado! Sem possibilidades de retorno – até porque cá pra nós estou animadíssima em “correr mundo,correr perigo”.
O que realmente sei é que até essas miudezas, serão resolvidas até o dia do embarque.
As coisas se ajeitam sempre se ajeitam.

“Meu caminho pelo mundo eu mesmo traço
A Bahia já me deu régua e compasso
Quem sabe de mim sou eu - aquele abraço!
Pra você que me esqueceu - aquele abraço!
Alô, Rio de Janeiro - aquele abraço!
Todo o povo brasileiro - aquele abraço!”
Gilberto Gil

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Perdidos na Selva

Feriado do Servidor Público e resolvemos fazer alguma coisa diferente. Nisso alguém teve a brilhante idéia de fazermos um programa de índio clássico: passar o feriado na fazenda da família do Gustavo, desligados do mundo. E lá fomos nós, eu, Gustavo e um casal de amigos.

Chegamos no domingo, dia do 2º turno das eleições em Juiz de Fora. E aí começou meu drama: eu queria avisar minha mãe que estava tudo bem comigo e NENHUM celular do grupo pegava, num raio de quilômetros. Mandei um recado para ela por uma pessoa que ia para a cidade e fiquei menos preocupada com a preocupação dela.

Enquanto era dia, quase tudo foi ótimo. Sol, céu azul, calor, banho de mangueira e um bocado de risos. Mas a noite foi chegando e as coisas começaram a mudar.

Primeiro ponto: eu não suporto saber que as coisas estão acontecendo sem o meu conhecimento. Somada à preocupação se minha mãe já sabia que as coisas corriam bem, eu fiquei plantada na frente da TV e não consegui descobrir quem era o novo prefeito de Juiz de Fora.

Além disso, vários insetos não-catalogados começaram a aparecer. Eu mato as baratas da minha casa porque elas são pequenas, mas aqueles artrópodes silvestres tinham um quê a mais de ferocidade: maiores, barulhentos, com asas e sem a menor cerimônia, partiam para cima de mim (será que eles sentem o cheiro do medo feito os cachorros?). Com a minha primeira gritaria, eles foram apelidados carinhosamente pelos meus amigos de “dragões de Komodo” (preciso dizer que o escândalo era proporcional?).

No segundo dia, os meninos faziam um churrasco quando um camundongo (ou um rato, um preá, sabe-se lá) apareceu. O bicho era aparentemente inofensivo, subiu na pá que eles estenderam para joga-lo longe, uma coisinha nojentamente dócil. Mas daí a eles dizerem que o invasor era “bonitinho”? Foi demais para mim...

Bem, tirando esses fatores avessos ao meu jeito urbanóide de ser, o saldo foi muito positivo e o feriado foi bastante divertido. Mas eu juro que, da próxima vez, eu levo um spray inseticida (além do repelente)!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Pousos

Nessa semana li "Tudo que eu queria te dizer", livro de cartas criadas pela genial Martha Medeiros. Entre tantas histórias fascinantes (e tão realistas...), um parágrafo me chamou a atenção, porque compartilho do sentimento.
Uma amiga escrevia para a outra, e a destinatária morava em Veneza. A autora da missiva falava sobre a dificuldade de conceber uma rotina, com diarista, manicure e compromissos, numa cidade tão mágica.
Duas das minhas melhores amigas moram em lugares cinematográficos, e eu já tive a oportunidade de abusar da hospitalidade delas, entrando pela porta da frente da rotina. Maria (a "comparsa" deste blog) mora no Rio, em casa que revela a Lagoa ofuscante a cada olhar pela janela. E Bella tem como vista Museu Imperial e todo aquele ar europeu que só se encontra em Petrópolis.
No primeiro caso, penso muito em como os cariocas passam impunemente por tanta beleza que chega a me fazer sentir menor. Fazer supermercado, estudar, fazer uma faxina no apartamento sem se distrair com tantas nuances de cor nas águas, tantas sombras que fazem do Cristo vista nova a cada dia.
Na Cidade Imperial, a coisa é ainda mais diferente. Como morar num lugar com o sol de inverno mais lindo que eu conheço? Uma ida ao caixa eletrônico revela um vitral, uma caminhada tem várias coisas lindas pelo caminho. Gótico, neoclássico, enxaimel. Tudo parece milimetricamente pensado para ser charmoso.
Dizem que o turista vê tudo mais bonito, e que essa é a graça do passeio: não estar todo dia ali, o que "esvazia" a beleza dos lugares. Quando eu morava em Niterói, literalmente viajava quando passava na Ponte. Passava um tempo considerável sentada no MAC, desenhando. E simplesmente não me enquadrava naquela vida de passar blasé por tanta beleza. Será que eu fui sempre turista por lá?

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Mala com Alça

Ainda morro de vergonha com as minhas malas-trambolho. Pessoa apegada e exagerada que sou, tenho sempre "mais uma coisinha" para colocar na bagagem, que vira um chumbo e "mico portátil" (ou nem tão portátil assim).
Nem três anos de vivência fora de casa me tornaram mais prática. Eu levo JF inteira na bolsa-fim-de-semana, e já cometi proezas como deixar um brinco em Valença e o outro em JF.
Quero aprender a fazer malas cleans e práticas, mas algo me impede. Abro o guarda-roupa e começo um festival de perguntas retóricas. E se chover? E se tiver uma festa? E se fizer calor? E se tiver piscina? Não há previsão do tempo online que sossegue meus ânimos.
E lá vou eu, com a casa toda socada numa bolsa que eu precisei sentar em cima para conseguir fechar. Dividindo o peso com amigas generosas, sobrecarregando amigos cavalheiros ou sofrendo com dores absurdas (e quase chorando pela rua) para carregá-las sozinha. A cena mais surreal que já me aconteceu foi ser abordada por um carroceiro na rua, "Quer ajuda, moça?", "Claro, moço, a situação tá triste aqui, por favor". E saí andando atrás da carroça do cara até a Estação. Tem coisa que só acontece comigo...
Um dia eu vou ser elegante o suficiente para ter um arsenal fashion numa valise de mão, levíssima. Ou poderosa o suficiente para contratar um personal carregador (com bônus de insalubridade!)!
***
Estou em viagem por tempo indeterminado...but I'll be back soon!
=D