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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Meu trabalho é me traduzir...



Há algum tempo tenho vivido situações repetidas. Um verdadeiro disco arranhado e que para variar, eu sei bem o final. Hoje – na verdade ontem – escutei mais uma das incansáveis músicas desse repertório batido. E lá vem todo o drama.

Sabe-se lá o que fazer nessas tais melodias, mas garanto que estou aprendendo como não agir. Às vezes, o rumo do mundo me assusta. Pergunto-me onde tudo isso vai parar.

De repente surge uma solução/tentativa de melhorar ou pensar... Escuto o mestre Caetano... Lembro que “não me amarra dinheiro não, mas os mistérios”. Logo depois eu penso que o motivo da minha tristeza “é um estandarte da agonia”, e talvez não mereça a minha aflição.

Tento passar ao coração um pouco de tranqüilidade, mas não obtenho resultados. Olho a Lagoa e imagino como seria bom navegar em mares calmos, sem sobressaltos, sem toda essa confusão, deixando para trás qualquer tipo de turbilhão. Se tivesse que definir a minha vida seria parecido com o mar no dia de ressaca, bravo, forte, sem anunciar nada somente o risco. Depois, só resta o rastro do estrago. Será que passa?

O meu cd, que está longe de acabar, entoa “Trilhos Urbanos”, imagino que realmente “o melhor o tempo esconde, longe muito longe”. Talvez “aquela curva aberta, aquela coisa certa, não dá para entender”. E que para variar o meu trabalho – diferente da música – é me traduzir.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Para não esquecer!

Todo mundo têm dias ruins. Hoje é o meu dia “D”! Começou com uma dor de cabeça, e quando eu vi desandou total.

Estava eu aqui curtindo – mentira – a minha tristeza inexplicável, quando tive uma idéia brilhante, ligar para uma das minhas queridas amigas! Ok, no começo a conversa estava normal. Até que ela percebeu que eu estava triste. Acredite foi fácil, mesmo pelo telefone. A razão? Eu estava quieta.

Ao perceber, ela logo começou o interrogatório para saber o motivo. O problema é que não tinha um. Eu estava só insossa mesmo. Depois de muitos chutes, por que não arriscar em namorado?! Só que eu não tenho, e pasmem não estou com vontade de ter nesse momento – só daqui a sete meses, agora nem pensar!

Comecei a ouvir coisas do tipo “você está sentindo falta de um parceiro”! Argumentei que não, tenho outras preocupações no momento, e por ai vai. Obviamente ela não se convenceu. E a partir daí escutei aquele discurso normal da amiga que está namorando para a que está solteira.

No início não vou negar que fiquei meio irritada, mas depois passou. Pelo seguinte – mesmo com todo esse papo – me lembrei que não tenho razão nenhuma para ficar chateada. Sabe por quê? Eu estou solteira!

Sempre me animo com esse argumento. Estar sozinha significa estar completamente livre para se perder – e eu adoro isso. No final a tal conversa saiu melhor que encomenda!

Passei mal de rir da minha idiotice, e me lembrei que tenho motivos suficientes para não ficar triste sequer um minuto! Valeu amiga! Toda vez que eu estiver caidinha, comece a ladainha! Em um segundo eu me alegro!